quarta-feira, 31 de março de 2010
Da crise comercial às primeiras medidas mercantilistas
Na segunda metade do século XVII, Portugal passou por uma grave crise económico-financeira:
- ataques holandeses às nossas colónias,
- gastos com as guerras da Restauração (28 anos)
Para superar a crise comercial, D. Luís de Meneses, conde de Ericeira, autor da «História de Portugal Restaurado» que havia sido General nas Guerras da Restauração, ministro da Fazenda de D. Pedro II, pôs em prática uma nova política económica que alguns países europeus tinham posto já em prática e cujo principal objectivo era a acumulação de metais preciosos nos cofres do Estado: o mercantilismo. Criou novas manufacturas, desenvolveu outras já existentes, recrutou artífices especializados do estrangeiro e publicou as célebres pragmáticas (leis proteccionistas que proibiam a importação de certos artigos estrangeiros com o objectivo de desenvolver a produção nacional).
O comércio no século XVIII
Com o declínio do comércio oriental, desenvolveu-se um intenso tráfico comercial entre a Europa, a África e a América: o comércio triangular.
Os mercadores europeus, em especial ingleses, holandeses e franceses, transportavam para a costa ocidental africana produtos manufacturados, aí adquiriam escravos que transportavam para as Américas, e aqui carregavam produtos tropicais (açúcar, tabaco, algodão, café) e metais preciosos para os mercados europeus. Grandes centros distribuidores das mercadorias recebidas de além-mar, as grandes cidades europeias conhecem um crescimento invulgar. Depois de Lisboa, Antuérpia e Sevilha, no século XVI, Amesterdão e Londres tornaram-se os grandes centros do comércio internacional nos séculos XVII e XVIII, respectivamente.




